terça-feira, 6 de março de 2012


Bebidas de maior consumo no mundo, depois da água, refrigerantes aumentam o risco de doenças como obesidade, diabetes, gastrite e câncer de esôfago.

Por causa das diversas substâncias químicas que entram em sua composição, os refrigerantes são prejudiciais à saúde se bebidos com freqüência. É o que diz Marilane Dionísio, coordenadora de nutrição do Hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro. “Na composição dos refrigerantes, estão conservantes, acidulantes, antioxidantes, corantes, estabilizantes, umectantes, aromatizantes, entre outras substâncias não saudáveis se ingeridas com excesso”, explica. Os refrigerantes ganham cada vez mais adeptos em todo o mundo, principalmente entre crianças e adolescentes, em que os níveis de obesidade deram um salto nos últimos tempos. Em média, cada brasileiro ingere 35 litros da bebida ao ano. 
Nos EUA, o consumo cresceu mais de 450% nos últimos 50 anos.

Pesquisas recentes revelam que o refrigerante não dietético aumenta em 80% o risco de diabetes. De acordo com estes estudos, o risco de desenvolver a doença chega a quase dobrar nas pessoas que consomem este tipo de bebida pelo menos uma vez por dia. Os refrigerantes também aumentam os riscos de câncer no esôfago. “Eles incham o estômago e causam refluxo gástrico, o que está associado com o câncer de esôfago”, explica a Drª Marilane.

Os malefícios do consumo exagerado de refrigerantes não param por aí. A bebida agrava quadros de gastrite e flatulência (gases), além de aumentar os níveis de colesterol. É responsável também por uma maior incidência de cáries – dependendo da sensibilidade e predisposição de cada indivíduo – e erosão dental, processo caracterizado pela perda do tecido duro da superfície dos dentes.

Outra preocupação dos especialistas é que o consumo excessivo de refrigerantes tem deixado em segundo plano bebidas saudáveis como a água, sucos naturais, água de coco e leite. “Beber refrigerantes com freqüência só faz aumentar o consumo de calorias inúteis, que não acrescentam nenhum nutriente ao organismo. São as chamadas calorias vazias. Em média, um litro de refrigerante tem cerca de 400 calorias, que poderiam ser obtidas por meio de alimentos bem mais saudáveis”, diz a nutricionista.

O refrigerante surgiu em 1676 em Paris, numa empresa que misturou água, sumo de limão e açúcar.

Em 1772 acrescentou-se gás no líquido, mas foi somente comercializado em 1830.

O refrigerante é uma bebida rica em:
- Corantes;
- Conservantes;
- Grandes quantidades de açúcar;
- Nas versões diet, light e zero (adoçantes artificiais);
- Cafeína;
- Um acidulante, o ácido fosfórico.

O consumo de refrigerantes no Brasil aumentou 400% nos últimos 30 anos.

O consumo frequente aumenta o risco de: cáries, aumento de peso, flatulência (gases), agravar quadros de gastrite, diabetes, nível elevado de triglicerídes sanguíneos, osteoporose.

1 copo de refrigerante = 9 colheres de chá de açúcar.

No nosso organismo, cada molécula de cálcio está sempre junta com uma molécula de fósforo. São chamados de Gêmeos Metabólicos (cálcio + fósforo). Quando tomamos refrigerante (seja qual for o tipo) ocorre um desequilíbrio. No refrigerante existe muito fósforo e para processar o fósforo, precisa de cálcio. Assim o refrigerante "rouba" cálcio dos ossos, causando a OSTEOPOROSE.

Mesmo os light, diet ou zero são prejudiciais a saúde, justamente pela razão anterior.

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